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09/12/07
VIVENDO EM COMUNHÃO
Rev.
Fabiano Bueno
Oh! Quão
bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! Salmos 133:1
A comunhão
cristã é a comunhão por meio de Jesus Cristo e em Jesus Cristo.
A obra redentora de Deus coloca a devida importância na vida de
cada indivíduo que o professa a fim de que haja dependência
mutua entre os irmãos. Cada cristão é um proclamador da Palavra
de Deus e Ele colocou sua Palavra na boca de pessoas para que
ela fosse difundida e compartilhada entre as pessoas, por isso,
o cristão necessita de outro cristão que lhe diga a Palavra de
Deus e também lhe de conselhos, exortações, admoestações e tudo
mais.
Desta forma, a comunhão genuína é promovida por intermédio de
Jesus Cristo. Podemos, sem medo, depender do nosso irmão em
Cristo Jesus. Somente em Cristo, podemos nos aproximar de outro
cristão, pois sem Ele, há apenas discórdias e guerras. É Deus
que é a nossa paz (Ef 2.14). Sem Cristo há inimizade entre as
pessoas, desta forma, Cristo age como um mediador, não somente
entre Deus e os homens, mas também entre os próprios homens.
Cristo desobstruiu o caminho, que outrora estava obstruído, o
caminho que nos conduz a Deus e aos nossos irmãos. Nós só
mantemos a comunhão com outros cristãos porque temos em nós a
nova natureza de Cristo: carregamos o corpo de Cristo. Ele
próprio e não nós, assumiu a nossa natureza “para que onde Ele
estiver, ali estejamos nós também”. Pertencemos a Ele, porque
estamos nele. É por meio desse Deus misericordioso que
aprendemos a ter misericórdia para com nosso irmão.
A verdadeira comunhão em Cristo não permite que vivamos uma vida
baseada em experiências místicas e eufóricas. Isso, porque Deus
quer que vivamos uma comunhão real e verdadeira, e isso só é
possível se conhecermos todas as crises e percalços que esse
relacionamento proporciona. As fantasias são muito maléficas
pois tornam as pessoas orgulhosas e pretensiosas. Quem idealiza
uma imagem de comunhão, exige de Deus, das outras pessoas e de
si mesmo que ela se torne realidade. E tudo que não acontece do
seu jeito é considerado como fracasso e digno de crítica; ela
coloca exigências; condições para a comunhão. Não sabe mais
agradecer a Deus pelas coisas mais simples da vida. Apenas quem
agradece pelas pequenas coisas, recebe também as grandes. Nós
impedimos Deus de nos presentear com as grandes dádivas
espirituais que ele reserva para nós, porque não lhe agradecemos
pelas dádivas cotidianas. Começamos a querer sempre mais e mais,
mas nunca satisfeitos com a pequena medida de reconhecimento
espiritual, experiência e amor que nos foi proporcionada. Mas
como Deus pode confiar coisas grandes a quem não aceita com
gratidão as pequenas coisas de sua mão?
Em face disso, devemos sempre agradecer a Deus pela comunhão que
Ele proporciona e que ele mesmo trabalha para manter. E
finalmente, a comunhão cristã é uma realidade espiritual e não
psíquica. A comunhão espiritual é a comunhão das pessoas
chamadas por Cristo, é a comunhão das almas piedosas.
“ 42 e perseveravam
na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas
orações. 43 Em cada alma havia temor, e muitos prodígios e
sinais eram feitos pelos apóstolos. 44 Todos os que criam
estavam unidos e tinham tudo em comum.” (Atos 2:42-44)
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